Depois de muito tempo sem postar nada sobre o tema Deuses da morte, cá estou novamente. Todo esse hiato ocorreu em especial devido ao triste momento que minha amiga Shao estava passando com a doença e subseqüente morte de sua mãe. Achei que seria de muito mal tom tocar neste assunto durante esse delicado período, já que ela é uma assídua freqüentadora de meu blog, em sinal de respeito a sua dor suspendi as postagens sobre este tema.
Mas a vida segue em frente, e eu tinha que terminar essa série de posts mais cedo ou mais tarde não é mesmo? Ainda mais se levarmos em conta que já estamos no antepenúltimo post da série. Sem contar que com a proximidade do fim do meu curso de Design Gráfico na minha faculdade (eta TGI que está me tirando o sono) em breve não terei muito tempo para postar sobre o assunto, logo é melhor terminar tudo o mais breve possível. Bom vamos nessa pessoal?
Enma Dai Oh (mitologia budista)
Como já disse anteriormente morrer não é nada fácil, tanto para quem fica (os encargos do enterro saem caro viu) quanto para quem parte. Principalmente se o morto em questão for budista. Quer saber o porque? Então como diria o meu falecido avô materno espie, espie:
Para um budista não basta o pobre e incauto falecido partir dessa para melhor, o infeliz morto ainda é obrigado a penar com toda uma verdadeira burocracia divina. A coisa é tão tacanha que dá até vontade de virar alma penada e ficar por aqui mesmo!. Cruzes! ¬¬
Antes de prosseguir com a história eu acho que estou sentindo que me esqueci de dizer alguma coisa... ah sim que cabeça a minha! Antes de mais nada devo apresentar-lhes o simpático deus Enma Dai Oh cujo nome significa: “Grande rei demônio”, e que segundo a tradição do budismo é um dos 10 deuses responsáveis pelo julgamento dos mortos. Isso mesmo, vocês leram direito 10 DEUSES pra te julgar e dizer se você foi bonzinho ou muito malvadinho durante sua passagem pela terra, ou seja quem morre não pode nem descansar em paz pois deve passar por uma verdadeira maratona pós morte (aja folego!)
A cada 7 dias contados a partir da data da morte o infeliz defunto deve ser julgado por um desses deuses , no caso de Enma Dai Oh que é o 5º deus esse encontro ocorrerá no 35º dia após a morte do infeliz em questão, isso claro caso ele consiga a simpatia os outros 4 deuses anteriores para chegar até aqui né? rs.
Mas como dizem por aí, para tudo na vida (neste caso na morte) existe uma solução: se por acaso o morto em questão for um adepto do budismo japonês ele pode respirar mais aliviado: segundo nosso amigos de olhos puxados somente Enma Dai Oh é quem é o responsável por julgar os mortos, Menos mal não é? Isso nos polpa um tempão...ufa !
Izanami e Izanagi (mitologia japonesa)
Pode-se dizer que Izanami e Izanagi eram uma espécie de “Casal 20” celestial. Ambos eram os deuses responsáveis tanto pela criação quanto pela morte de tudo o que existe, fosse tanto em relação aos mortais quanto aos deuses. Izanami cujo nome significa “Aquela que convida” e seu esposo Izanagi viviam muito bem em sua incestuosa felicidade divina (por um acaso eu falei que além de casados os dois pombinhos também eram irmãos?) bom, isso pelo menos até o fatídico dia que Izanami bateu a cassuleta, deixando seu pobre e coitado esposo numa tristeza de dar dó. Inconformado com a situação ele resolve ir até Oyomi no Kumi nome esse que apesar de parecer um palavrão significa “país das trevas” para tentar resgatar sua amada esposinha. Bom as coisas não foram tão fáceis para Izanagi, pensou a principio, pois pelo visto os habitantes desse pais não pagaram a conta de luz, deixando tudo num breu de fazer gosto. Com toda essa dificuldade quase que ele não consegue encontrar sua amada. Mas como dizem o amor pode tudo e nosso herói consegue finalmente contra tudo e contra todos reencontrar seu amor perdido para os braços da morte (falei bonito né?)
Final feliz a vista? Booooom nem tanto assim. Como eu havia dito antes, tudo no pais dos mortos estava as escuras, assim sendo não dava para ver nada. Imediatamente após reencontrar sua esposa ele rapidamente lhe pediu para que a mesma o acompanhasse de volta para casa no mundo dos vivos. Porém, Izanami pediu que seu amado tivesse um pouco de paciência pois antes deles partirem ela precisava trocar um lero com os deuses infernais que eram os donos do mocó aonde ela estava morando para avisa-los que iria embora (acho que ela devia estar sob algum tipo contrato de aluguel e queria resolver as coisas antes de desocupar o imóvel. Vai saber!!!).
Izanami aceitou o pedido de Izanagi, mesmo se sentindo um tanto contrariado em meio a toda aquela escuridão a sua volta.. Assim para tentar passar o tempo Izanami resolveu dar um jeitinho de tentar conseguir uma luzinha que fosse: para isso quebrou um dos dentes do pente que ele usava para enfeitar seus cabelos (vaidoso!!!!) e o usou acender um foguinho básico. Meus queridos foi aí que o bicho pegou, pois o que ele viu era algo capaz até mesmo de arrepiar os cabelos do dedão do pé do ogro Shrek! Sua tão amada, bela e estimada esposinha tinha virado um vampira horrorosa e decrepita, um verdadeiro tribufu filhote de cruz-credo que não se fez de rogada e junto com uma turminha da pesada que ela conheceu por lá partiram para cima de seu estarrecido marido (ah Izanami traidora de uma figa). O susto de Izanagi foi tamanho que ele sai correndo num carreira tão grande que seus calcanhares batiam na sua bunda. E o pior é que as aberrações de freak show queiram por que queriam pega-lo e saíram correndo atrás do nosso a essa hora já do arrependido deus (aonde eu estava com a minha cabeça? Deve ter pensado ele).
A sorte de Izanami é que ele trouxe algumas frutinhas no seu bolso pois com certeza ele deve ter achado que iria fazer um picnic romântico durante o reencontro com sua amada... mas como não rolou o jeito vou largar o rango no meio do caminho para tentar retardar a sanha de seus perseguidores, E não é que deu certo! Enquanto os os mortos de fome vivos paravam para um lanchinho Izanami aproveitou para se pirulitar legal. Sorte dele que escapou de ficar “preso a um relacionamento de matar, literalmente falando!
So (mitologia fenícia)
So entre o antigo povo fenício era considerado o “Príncipe da Morte” sendo ele o deus da esterilidade e patrono do mundo dos mortos. Mas não se iludam quanto ao título de nobreza atribuído a esta deidade; So era como dizem por aí na gíria popular um tremendo de um “171” É serio gente, o cara não valia o feijão que ele comia (se é que os deuses se alimentam) sendo que na primeira oportunidade que ele teve tratou logo de colocar suas manguinhas de fora.
Pois é, esse safardana do So um belo dia tratou de aproveitar de um momento crítico e fatal de uma distração durante o quiproquó entre os deuses Baal (deus dos relâmpagos) e Yam (deus das águas rasas) - achou que deuses não armavam barracos é? - e simplesmente engoliu Baal. Sim meus caros amigos, uma cena de canibalismo puro e sem nem ao mesmo colocar um temperinho ou dar uma fervidinha antes.
O mais curioso disso tudo é o motivo por traz de todo esse entrevero: El que para os fenícios era o deus dos deuses (leia-se o fodão o todo poderoso) aparentemente ficou emputecido com raiva de Baal por que este nem ao menos lhe deu um simples “obrigado” por sua ajudinha durante a sua briga com Yam e ordenou que So desse um “corretivo” em Baal. Nesse caso podemos dizer que a educação – ou falta de – custou caro para Baal não é mesmo? :-))
Mas sejamos justos, a grande verdade é que Baal foi muito burro! Acreditar no caô que So lhe passou ao dizer que a melhor maneira dele fazer uma visitinha ao mundo dos mortos seria literalmente pular dentro de sua boca é dose pra leão!!!
Depois desse ocorrido passaram sete anos, Só que a essa altura do campeonato estava se sentindo todo pimpão e já havia feito a digestão nem se lembrava dessa história toda, resolveu dar uns rolês por ai. Foi aí que deu de cara com ninguém mais que a irmã de Baal, Anath a deusa da caça. Esta não se fez de rogada e tratou logo de tomar satisfação do porque que So devorou seu querido mano Baal (tenho certeza que o programa Casos de Família do SBTetas resolveria). Gente, eu juro que nessa hora senti muita pena de So: Anath desceu o cacete sem dó no pobre calhorda deus da morte – o que não deixa de ser uma vergonha né? Apanhando de mulher So que isso cara!!!.
A surra foi tanta que ele acabou “regurgitando” Baal de volta ao mundo dos vivos para felicidade de Anath. Assim passam mais sete longos anos e So imbuído de um misto de raiva – e e vergonha de tomar coça de mulher – resolveu se vingar de Baal e família iniciando um novo barraco uma nova batalha entre os deuses. Que só não foi pior porque Camoesh o deus do Sol, interviu “lembrando! que Baal podia ter evitado essa confusão toda caso tivesse dito “brigadin” para El. Depois dessa verdadeira lição de moral os deuses briguentos resolveram sossegar o facho dando um fim a esse barraco todo ficando aquele cheirinho de pagação de mico no ar. Que vergonha em senhores deuses!!!
Ps: a foto ao lado do nome de So é do deus Baal, já que não consegui localizar uma imagem de deus da morte fenício.
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