27/12/2009

Morte: deuses e mitos parte final

Depois de muito tempo desde o último post sobre os deuses da morte (a ultima vez que toquei nesse assunto data do dia 31 de agosto) cá estou eu retomando o tema. O motivo dessa ausência toda se deve em grande parte ao meu TGI na faculdade, projeto  na qual eu e meu grupo estivemos envolvidos nesse últimos meses e que absorveu grande parte de meu tempo.

A bem da verdade estou retomando o tema “Deuses da morte” mais para poder dar um final digno a esse interessante assunto (e também porque tomei um senhor puxão de orelha da minha amiga @Shao_linda via Twitter rs). Ao contrário do que eu havia dito no post anterior no qual afirmei que esse seria o penúltimo post, resolvi mudar um pouco os planos fazendo deste aqui o post final. Pretendo também ainda essa semana dar continuidade a segunda e última parte do post sobre o “top 10 games: Meus games favoritos de todos os tempos” para assim terminar o ano sem deixar nada em aberto. Sem mais delongas vamos nessa!

 

Mictlantecuhtli (mitologia Asteca)

Mictlantecuhtli Mictlantecuhtli ou Micli para os íntimos era um deus bastante peculiar. Chama muito a atenção o extremo mal gosto que ele tinha pra se vestir: sinceramente, a menos que ele fosse fã do estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch  usar uma caveira com a dentadura frouxa na cabeça não é algo que qualquer um com um mínimo de bom senso chamaria de fashion.

E tem mais, eu arriscaria dizer que ou o pai ou a mãe de Mictlantecuhtli devia ser da espécie canina dada a fixação que este tinha por ossos (minha teoria encontra um forte respaldo no fato de Mictlantecuhtli também ser o regente do signo do Cão no horóscopo Asteca) . Ele era o responsável por zelar pelos ossos dos falecidos sendo que vem dos festivais dedicados a Mictlantecuhtli a ideia por traz da decoração com caveirinhas estilizadas usadas no festival do “dia de los muertos”  festa tradicional do folclore do México.

Sendo um cão Deus serio Mictlantecuhtli este era um cara compromissado: Ele  tinha por esposa a deusa Mictecacihuatl (haaa! duvido que alguém consiga falar esses nomes todos comendo paçoca) senhora dos mortos e que segundo a lenda nasceu e foi sacrificada (?) o que nos leva a crer que Mictlantecuhtli era uma versão divina do personagem Norman Bates (o filme Psicose de Alfred Hitchcock) pois era casado com uma defunta (credo!).

O casal 20 bizarro dos Astecas viviam no reino de Mictlan localizado na parte mais profunda do lendário submundo desse povo. Mictlan era um lugar bastante acolhedor pois segundo dizem “os mortos ao entrar no reino de Mictlan, tinham sua carne lavada dos ossos por uma ventania de facas. O único alimento no Mictlan eram cobras venenosas”. Diz se você não pensou em passar suas próximas férias por lá depois de saber disso?

 

Tezcatlipoca (mitologia Asteca)

tezcatlipoca Tezcatlipoca apesar do nome besta era uma importante divindade multiuso  da mitologia Asteca (seria ele uma espécie de parente distante do Bombril?) Não acredita no que eu estou falando? Então vamos enumerar suas diversas qualidades divinais: deus do céu noturno, da lua e da morte, criador do mundo e vigilante das consciências além de estar associado a inúmeros conceitos, tais como a noite, o norte, a terra, a obsidiana (um tipo de  pedra vulcânica negra), a inimizade, a discórdia, a dignidade do governo, as tentações, a magia, a beleza, a guerra e seus conflitos ufa…  Bem, desse jeito pode-se dizer que o cara foi o primeiro workaholic da história!!!

Tezcatlipoca as vezes era representado pelo figura do jaguar e como todo bom indígena da época era chegado num espelhinho, tanto que andava com um pendurado no pescoço (que perigo menino! Vai que tu escorrega e se corta com os cacos desse espelho?). Ta tudo bem, esse espelho não era exatamente um espelho comum já que permitia que Tezcatlipoca pudesse bisbilhotar o que os humanos estavam fazendo (outro recorde desse deus: o primeiro xereta da História). Esse espelho indiscreto era o motivo pela qual ele também é chamado de “Senhor do Espelho Fumegante”.

 

AH PUCH (Mitologia Maia)

ah-puch Mais outro fã confesso de Alexandre Herchcovitch, AH PUCH assim como Mictlantecuhtli  também não era conhecido por sua elegância ao se vestir. Se bem que com uma aparência como a dele nem a própria Coco Chanel em pessoa daria jeito: segundo dizem AH PUCH “tem uma caveira na cabeça. No dorso pode se ver as costelas e a coluna vertebral. Se o corpo tinha carne ela era representada coberta por círculos negros que indicavam a putrefação “

Ok, não vamos avacalhar tanto assim o deus AH PUCH, até que eles se esforçava no seu visual.  Mesmo sendo mais feio que a derrota ele curtia usar uns badulaquezinhos pendurados no seu corpitcho coisas simples mas que davam aquela levantada no seu look: ele se amarrava em usar ornamentos em forma de cascavéis feitas de ouro ou cobre em seus antebraços.

Importante que era AH PUCH é a antítese de Itzamná (deus criador, senhor do fogo e do coração.) sendo que os dois são os únicos a possuírem uma hieróglifo próprio pra seus respectivos nomes (pensou o que? eles não são fracos não)

 

Se você tiver perdido as outras postagem desse tema e deseje ler para ficar por dentro sobre este vasto assunto basta clicar aqui.  Ah caso tenha curtido por favor não se acanhe e deixe uma mensagem ok?.

 

Bom galera é isso, espero sinceramente que tenha curtido essa série de posts sobre as divindades que representam a morte pra as mais variadas culturas e civilizações. É obvio que não falei sobre todas as divindades existentes sobre esse tema, mesmo porque não sou teólogo, historiador ou mesmo arqueólogo. Não tenho conhecimento científico sobre o assunto, me baseando apenas em rápidas pesquisas que fiz por aí. Procurei apenas me ater aos fatos curiosos sobre essas divindades, criando  textos leves e divertidos ( mesmo que a morte nem de longe seja algo divertido) ressaltando o que de mais engraçado essas lendas possuem 9 e tirando aquele sarrinho básico as vezes eu devo confessar). Então é isso espero sinceramente que tenham curtido ler tanto quanto eu curtir escrever sobre esse assunto. Obrigado pela atenção dispensada a esse que vos escreve. See ya!